a janela
Abril está sendo um mês ótimo, não posso reclamar e já não era sem tempo. Decidi que preciso economizar até os passos e ando ficando em casa cuidando do meu próprio umbigo. A parte boa é que desce a Mônica Geller e o projeto organização sai do papel. A parte ruim é que nem sempre consigo terminar tudo o que quero... mas estou me dando o tempo necessário.
Comecei pela janela. Acho que a parte mais interessante de eu ser “obrigada” a ficar no meu apartamento é que gosto da minha janela. Das luzes de São Paulo, da vista para a marginal fedida, da casa da minha mãe logo ali embaixo, do Mc Donalds que pode salvar e matar o estômago... gosto é da perspectiva. De olhar e ter certeza que a gente é realmente muito insignificante no tamanho, mas que é de fato parte de alguma coisa. Filosofias deixadas para trás, a verdade é que comecei pela janela.
Infiltrações básicas de prédio velho deixaram algumas marcas e bolhas que já estavam me incomodando faz tempo, aí começou o processo, lixa, massa, lixa, massa.
Esta infiltração não vai ser resolvida com minha massinha corrida, eu sei, mas para o momento o que eu preciso é que fique bom, nem digo ótimo, mas preciso que fique bonitinho até uma possível futura (bem futura) reforma geral.
Os batentes eu pensei em pintar de branco, já que o velho metálico (já pintado) ficou encardido com toda essa poluição e está me irritando, mas não dá. Existe uma parte da janela onde um pincel não entra e, como disse, não é o caso para manobras mais radicais.
Sendo assim, comecei o processo de cuidar da minha visão doméstica. Da janela onde tenho sonhos, de onde já passei horas e horas chorando e também rindo muito. Sozinha e com queridos de todos os tipos.

Depois virão as cortinas. Só depois.
Comecei pela janela. Acho que a parte mais interessante de eu ser “obrigada” a ficar no meu apartamento é que gosto da minha janela. Das luzes de São Paulo, da vista para a marginal fedida, da casa da minha mãe logo ali embaixo, do Mc Donalds que pode salvar e matar o estômago... gosto é da perspectiva. De olhar e ter certeza que a gente é realmente muito insignificante no tamanho, mas que é de fato parte de alguma coisa. Filosofias deixadas para trás, a verdade é que comecei pela janela.
Infiltrações básicas de prédio velho deixaram algumas marcas e bolhas que já estavam me incomodando faz tempo, aí começou o processo, lixa, massa, lixa, massa.
Esta infiltração não vai ser resolvida com minha massinha corrida, eu sei, mas para o momento o que eu preciso é que fique bom, nem digo ótimo, mas preciso que fique bonitinho até uma possível futura (bem futura) reforma geral.
Os batentes eu pensei em pintar de branco, já que o velho metálico (já pintado) ficou encardido com toda essa poluição e está me irritando, mas não dá. Existe uma parte da janela onde um pincel não entra e, como disse, não é o caso para manobras mais radicais.
Sendo assim, comecei o processo de cuidar da minha visão doméstica. Da janela onde tenho sonhos, de onde já passei horas e horas chorando e também rindo muito. Sozinha e com queridos de todos os tipos.

Depois virão as cortinas. Só depois.
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